Tem gente que se acha a última bolacha do pacotinho. Acredita que faz parte de um mundo que não é o dela. E mesmo que fosse. A educação e a humildade são premissas essenciais para qualquer classe social. Imaginem que alguém da alta sociedade – ou melhor, que pensa fazer parte dela, mas, na verdade, é mais uma alpinista social (como se fosse grande vantagem fazer essa escalada) – esculhambou com uma atendente no telemarketing de operadora de cartão de crédito. As frases mais horríveis eram: “você sabe com quem está falando?”, “eu sou rica e você é só uma operadora de telemarketing”, entre outras bobagens bastante agressivas. Mas, a pior delas foi dizer para a atendente que ela era amiga de uma celebridade e passou a citar uma lista de várias pessoas conhecidas no país e no mundo para assustar e ameaçar a garota. Agora, convenhamos, não é muito delírio para uma pessoa só. Se imaginar acima de tudo e de todos, enquanto, na verdade, é apenas uma reles integrante da classe média em ascensão. Precisava disso tudo? Mas a grande contradição em toda essa pompa é que o desvario era por que o cartão não tinha o limite de crédito que ela esperava. E ela nem se envergonhou disso. 

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