8 de março: o empoderamento feminino propicia conquistas importantes

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No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março) nada melhor que falar sobre o empoderamento feminino ou o processo em que a mulher se apropria de seu direito de existir na sociedade e luta pela igualdade de gênero, social, salarial, dentro do lar, e em todos os ambientes onde é minoria.

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Hérica Santos

A analista comportamental e master coach, Hérica Santos explica que a mulher busca independência e igualdade na sociedade, quer ser respeitada, valorizada e ter os seus direitos assegurados em todas as esferas da sociedade “Elas querem atuar num mesmo cargo que um homem e ganhar tanto quanto ele, ter as mesmas oportunidades no mercado de trabalho, ser vistas não apenas como dona de casa, sexo frágil, e nem como submissa, mas ocupar cargos em que possam ajudar a fazer mudanças, como de diretoria e cargos políticos”.

Na visão da master coach, Hérica Santos o país vive um momento histórico na política. “Quanto mais informação as mulheres têm, mais empoderamento terão também. Estamos no início de um processo revolucionário, de uma conscientização política. Acredito que as mulheres nos cargos legislativos e executivos ampliam o enfoque sistêmico. O empoderamento precisa vir de berço, a partir de teorias e ideologias menos machistas, com capacidade de educar homens e mulheres com o mesmo respeito e direitos”, disse Hérica Santos.

Adeus ideias machistas

Hérica Santos também afirma que o empoderamento feminino não permite ideias machistas. “Desde a infância as pessoas são educadas com ideias machistas e conservadoras. Mulher tem que cuidar da família, lugar de mulher é no fogão, mulher saiu de saia curta, tá pedindo para ser abusada! Não, mulher não tem que ser do lar. Política não é só coisa de homem. É urgente parar de rotular a mulher pela roupa, status de relacionamento ou profissão. Homem não é dono da mulher, se for agredida, mesmo que verbalmente, denuncie”, enfatiza.

Atualmente, profissões antes exercidas apenas por homens, também são ‘tomadas’ pelas mulheres. Delegadas, advogadas, juízas, prefeitas, vereadoras, engenheiras, motorista de ônibus, serventes, mecânica, policiais e segurança são apenas algumas.

leilagoncalves1 Leila Gonçalves

No escritório Êxito Advocacia Empresarial as mulheres lideram. “Conheço muitas advogadas preparadas e que enfrentam o preconceito intrínseco que existe. Coisas do tipo: delegacia não é lugar de mulher. Ainda existe a postura de empoderamento, quando, por exemplo, há dificuldade de ter acesso aos autos do processo, bem como para falar com o juiz. A ideia é dificultar a performance profissional. As mulheres são capazes tão quanto os homens e vêm ganhando cada vez mais espaço no âmbito profissional”, afirma a advogada trabalhista, Leila Gonçalves.

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