Campanha online busca diminuir déficit do hospital do Câncer em Uberlândia

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Queda nas arrecadações é de cerca de 35%

A biomédica e professora universitária de 33 anos, Moline Lemos, já passou por 16 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia para tratar um câncer de mama. Ela sabe bem a importância do acolhimento e tratamento em um Hospital como o do Câncer em Uberlândia. Ela é apenas um dos 8.500 pacientes que dependem do tratamento na instituição, que vem registrando queda nas arrecadações desde a chegada da Covid-19. De acordo com informações do Grupo Luta Pela Vida, ONG do Hospital do Câncer em Uberlândia, o déficit de 35% nas doações constatado desde o início da pandemia não foi revertido.

Para tentar mudar este cenário e potencializar as arrecadações neste período, o Grupo Luta pela Vida lançou a campanha ‘Doe um gesto de amor’. Através do site doehospitaldocancer.org, quem doar a partir de R$ 50,00 ganha uma caneca e acima de R$ 100,00 leva uma camiseta da campanha.

De acordo com Alexandre Oliveira, gestor de Marketing do Grupo Luta Pela Vida, as doações são muito importantes para manter os tratamentos de milhares de pacientes, de mais de 80 cidades da região, na luta contra o câncer. “Com os recursos adquiridos, investimos em equipamentos de última geração, em pesquisas de prevenção, em melhorias dentro do hospital, ampliação de espaços. Neste momento, nossa prioridade é manter o tratamento de todos os pacientes. E o receio é que se esta queda continuar, nem o básico possa ser feito. Por isto, temos clamado para que as pessoas continuem nos ajudando, fazendo suas doações. Sabemos que o momento é bem difícil e singular. Mas a nossa luta não pode parar”, explica Alexandre.

Moline foi uma das primeiras pacientes a literalmente vestir a camisa “Doe um gesto de amor”. “Contribuir com essa campanha é uma honra para mim. Graças ao tratamento humanizado da instituição, estou vencendo dia a dia todas as mudanças que o câncer traz na vida da gente. Tive apoio emocional, fiz amizades e hoje tenho o hospital no meu coração. Cada sorriso dos voluntários, a atenção desde a recepção até os enfermeiros e médicos, tudo ali nos torna especiais demais. Por isto, é preciso ajudar, para que este trabalho continue e beneficie muitas outras pessoas”, conta.

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