Desenvolvimento do feto está relacionado à alimentação da mãe

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A nutrição da mãe ocupa lugar extremamente importante no desenvolvimento do feto (Foto: Divulgação)

É comum se ouvir que durante a gestação a alimentação da mulher deve ser balanceada e saudável para garantir o crescimento e desenvolvimento do bebê, mas pouco se fala sobre os riscos que essa alimentação realizada de maneira incorreta, pode resultar.

Sendo a mãe a única e exclusiva fonte provedora de alimento para o seu bebê, sua nutrição ocupa lugar extremamente importante no desenvolvimento do feto.

A alimentação é considerada um fator externo, e além dela o desenvolvimento embrionário humano pode ser afetado por diversos outros fatores e condições, internos ou externos, ocorrendo no período de pré ou pós-natal, como o tabagismo, consumo do álcool, drogas, podendo incluir também, a automedicação.

Isso se deve ao fato de que mesmo o bebê estando envolto pela placenta, algumas substâncias são capazes de penetrá-la, podendo causar deformidades e disfunções comportamentais.

Dr. Silvio Marques Pessoa, patologista clínico e embriologista da Fecunda Clínica de Reprodução Humana, alerta para os cuidados na fase inicial do embrião, “Doenças transmitidas por alimentos podem ter efeitos adversos sobre a gravidez e feto, assim como para a mãe. As infecções são particularmente preocupantes. Entre elas, a toxoplasmose, que é causada pela ingestão de carnes ou produtos mal cozidos ou defumadas, frutas ou verduras contaminadas e água não filtrada contaminada. A doença pode acarretar complicações como o aborto espontâneo, e no bebê, problemas, como: hidrocefalia, cegueira, atraso mental e surdez. Outro alerta é para a brucelose, causada pela ingestão de alimentos contaminados, como leite cru, queijos feitos com leite não pasteurizado (bruto), ou carne crua”, informa.

Carolina Domingues, nutricionista do Hospital Santa Clara relaciona os alimentos que devem ser evitados: “Podemos dizer que alguns alimentos são restritos no primeiro trimestre como: Gengibre, chá verde e canela por serem alimentos termogenicos, porém ainda não existe artigo que comprove a ligação desses alimentos com o aborto. As mamães que seguem uma alimentação equilibrada podem ajudar a prevenir obesidade, diabetes e hipertensão para as crianças no futuro e também já está comprovado que a alimentação da mãe influencia diretamente nos hábitos alimentares de seus filhos.”

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A nutricionista apresenta os alimentos que são importantes consumir durante a gestação:

Ferro: encontrado em carnes, ovos, feijão, espinafre. O ferro quando consumido junto com alimento rico em vitamina C (abacaxi, laranja) vai auxiliar a absorção.

Ácido Fólico: podem ser encontrados em vegetais folhosos, verdes escuros, como o brócolis. O folato é requerido para o crescimento normal, na fase reprodutiva (gestação e lactação), e na formação de anticorpos. A deficiência está associada com várias complicações na gestação, tais como aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, retardo do crescimento intrauterino e hemorragia.

Vitamina C: Encontrada nas frutas como kiwi, laranja, morango, melão, melancia, mamão, abacaxi e nas hortaliças. A sua deficiência pode levar a ruptura prematura da membrana, que pode levar ao parto prematuro.

Magnésio: Encontrada nas nozes, soja, cacau, frutos do mar, cereais integrais, feijões e ervilhas. Alguns estudos experimentais demonstra que a deficiência ou o excesso desse mineral está associado à má formação fetal.

Cálcio: encontrado em leites e derivados, bebidas de soja, tofu, gema de ovo e cereais integrais. A deficiência deste nutriente pode afetar o resultado gestacional, com prejuízo no crescimento e desenvolvimento fetal, alteração na permeabilidade da membrana e excitabilidade, bem como afetar a pressão sanguínea e propiciar contrações uterinas prematuras. Alguns estudos também demonstram que o cálcio pode prevenir a hipertensão.

Vitamina D: encontrada em leite enriquecido, manteiga, ovos e fígado. O banho de sol é essencial para que essa vitamina auxilie na fixação do cálcio nos ossos. A sua deficiência pode afetar o crescimento fetal.

Carboidratos: fornecem energia para a mamãe e para o desenvolvimento do bebê. Os melhores são os integrais: arroz, pães, macarrão e cereais que são absorvidos mais lentamente e por isso saciam mais a mamãe.

Proteínas: encontradas em carnes, feijão, leite e derivados. São responsáveis por construir, manter e renovar os tecidos de mamãe e bebê.

Lipídeos: são as gorduras que auxiliam na formação do sistema nervoso central do feto. Encontrados mais em carnes, leite e derivados, abacate, azeite e salmão.

Vitamina A: ajuda no desenvolvimento celular e ósseo e a formação do broto dentário do feto e na imunidade da gestante. É encontrada no leite e derivados, gema de ovo, fígado, laranja, mamão, couve e vegetais amarelos.

Vitamina B12: Está presente nos cereais, castanhas, amêndoas, avelã, feijão, lentilha, couve, fígado, ovo e queijos. Sua deficiência está associada ao baixo peso ao nascer.

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