Em Sociedade

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Muita gente pirando com esse isolamento social. E debates calorosos rolando nas redes sociais a favor e contra a quarentena, além das dispensáveis e já desgastadas discussões políticas sobre o momento. O que nós todos sabemos é que não é nada fácil. No começo, é até prazeroso estar juntos de pessoas amadas, mesmo sentindo falta de outros amores. Mas não é leve pra ninguém. O tempo vai passando, o tédio vai se acumulando, as opiniões favoráveis e contra vão se dissipando e até as inflamadas discussões políticas vão minguando. Claro, o contexto é preocupante no sentido coletivo e, em âmbito individual, é grande o risco de as pessoas caírem em depressão, outras terem dificuldades de sobrevivência, a saudade apertar demais, enfim, a tendência, infelizmente, é essa reclusão trazer alguns danos para as pessoas, embora extremamente necessária e a única forma de enfrentamento a esse vírus que já provocou estragos no mundo inteiro.
Procurei algumas pessoas, pra saber como estão vivendo esse momento de reclusão. Muitos estão vivendo o confinamento de forma otimista, criativa e produtiva.
Penso que é isso que devemos buscar: como viver o isolamento de forma prazerosa e, o mais importante, mantendo a saúde mental.
Se você tiver um relato interessante para compartilhar, que possa ajudar outras pessoas a enfrentarem esse momento difícil, e só me enviar. De repente, posso publicar nas minhas redes.
No mais, desejo saúde, disposição e paciência a todos!

Lucy

A turismóloga Lucy Crosara diz que está confinada com a mãe de 98 anos e Rosalina Vilela. Segundo ela, os filhos levam o que elas precisarem. Cada uma cuida do seu quarto e seu banheiro, pois elas têm três aptos na casa. “Mantemos distância, mas estamos juntas. Fazemos nossa comida e cada uma tem seu lugar na mesa quadrada, bem distante uma das outras”, relatou Lucy. Como agente de viagens, ela consegue bem trabalhar em “home office” e diz que toda hora tem de atender algum cliente com problema, lembrando que o setor de Turismo, assim como o de eventos, foi um dos primeiros a ser afetado. A saudade dos filhos e netos, como boa parte da população hoje, ela mata pela internet, que dá uma sensação de proximidade.

Renata

A jornalista Renata Neiva embora reclusa em casa, está trabalhando como nunca. Suas atividades como diretora da Comunicação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) não param e, além disso, ela participa do Comitê de Monitoramente à Covid UFU. Ela conta que até foi criada a campanha #ufuemcasa, para incentivar o isolamento social. Tudo isso quietinha em casa, onde curte também a companhia do casal de filhos e do marido Leonardo Baldez.

Eloy

O executivo Antônio Augusto Eloy, que foi gerente de marketing do Uberlandia shopping e hoje vive na Bahia, contou que, desde a semana anterior aos decretos oficiais da quarentena, tomaram a iniciativa de buscar o Isolamento em prol da saúde da família e dos colaboradores. “Adoramos o home office, e mantemos nossa rotina normal de reuniões, atendimentos, entregas junto aos clientes dentro do horário comercial habitual. Em casa passamos a dedicar uma parte do tempo aos pequenos, que devido a parada das aulas, passaram a ficar em casa em reclusão, sem sair para atividades rotineiras como escola, parques, passeios em áreas abertas e fechadas”, contou Eloy. Segundo ele, foi excelente adotar esse tempo para família, passando a tomar juntos café, almoçar, jantar e usufruir momentos de lanches, que, segundo ele, não acontecia nos últimos anos com tantos compromissos profissionais. Em meio ao turbilhão de acontecimentos, ele também teve um insight e criou um grupo de Whatsapp para dar suporte numa mentoria gratuita aos micro e pequenos varejistas.

Adreana

A jornalista Adreana Oliveira e o seu fiel companheiro, o filhinho Nicholas, vivem a quarentena em clima de trabalho e aventura. Adreana contou que ambos estão nem muito alegres nem muito tristes, mas o importante é que estão juntos. Ela lê pra ele, ela lê para o mestrado, organiza seus arquivos pessoais e profissionais. Segundo ela, Nicholas brinca, colore, desenha, joga no tablet e no celular e os dois se revezam em séries e filmes na TV. Há mais companhias para ambos, o gato e o peixe beta. Adreana disse que também limpa a casa todos os dias. Ela contou que para o garoto entende a situação, mas sente falta dos amigos e atividades. Outro passatempo de mãe e filho são os exercícios físicos, que tentam fazer na sala do apartamento.

Rayan

Para Rayan, novo gerente de marketing do Uberlândia Shopping, assim como para a maioria de nós, as últimas semanas são bem diferentes de tudo que já viveu ou pensou que iria viver. Em alguns dias, tudo mudou… tudo! A rotina de Rayan segue diferente. Durante a semana trabalha em home office. Acorda, toma um banho para dar aquela “despertada”, coloca uma roupa confortável e começa as tarefas do dia. Acessa todos os arquivos, e-mail e sistemas do shopping por um aplicativo, conseguindo fazer absolutamente tudo de casa. O almoço fica por conta dos apps delivery e faz a pausa atento ao jornal. Segue respondendo os e-mails, as várias mensagens de WhatsApp e trabalhando.. As horas em casa passam muito rápido! Já é fim do dia, procura fazer um treininho na sala mesmo, só pra não ficar parado. Pronto! É momento de se reinventar. Ele segue confiante que tudo isso vai passar. “E teremos grandes aprendizados com tudo isso. Vai passar…”, otimiza Rayan.

Gustavo

O comerciante Gustavo Brito Mendes está no isolamento há nove dias. Em casa, segundo ele, sua rotina tem sido muito produtiva, continua trabalhando. “Eu e minha equipe estamos à disposição dos nossos clientes, fazendo vendas on line. Tenho aproveitado também para organizar armários, documentos, etc.”, relatou Mendes. Ele contou também que assiste vários filmes, palestras e séries na TV e coloca em dia a leitura de um livro, além de exercitar sua criatividade na cozinha, se arriscando, com sucesso, em alguns pratos. “Temos como evitar os erros dos que não levaram a sério a gravidade da situação e estão hoje em um estado crítico. Torço para que essa curva se acentue para sairmos desse período e voltarmos bem melhores, conscientes cheios de força e VIDA”, disse Gustavo

Anna Paula e Simone

A blogueira Anna Paula Fad, e sua mãe, Simone Fad, voltaram recentemente de uma das viagens à Europa e, obviamente, com suspeita de terem sido contaminadas pelo Coronavírus. Mas, ambas passam bem, confinadas em casa, com os devidos cuidados de higienização de todos os objetos, malas e roupas utilizados durante a viagem. Anna Paula conta que, em sua rotina, ela fez os 14 dias de isolamento total, separando tudo que ela e a mãe utilizam em casa. Aproveita também o seu tempo para produzir conteúdos para as suas redes sociais, como dicas de moda e de maquiagem, sugestões de exercícios, sempre tomando o maior cuidado possível.

Tô dentro

Que bacana os profissionais que estão disponibilizando gratuitamente os seus conteúdos na internet para as pessoas otimizarem o tempo livre com a quarentena. São aulas, palestras, shows, espetáculos de dança e teatro, exercícios físicos, etc., etc., agregando valores a este tempo de clausura. Parabéns a todos!

Tô fora

Ir na contramão da história atual, ignorar o cenário calamitoso de tragédia em todo o mundo e insistir em voltar à vida normal, mesmo sob uma ameaça grande como essa. Vamos parar de olhar para o próprio umbigo e pensar que o mundo é coletivo?

Pimenta refresco

Não sei como a humanidade, ou a falta dela, me surpreende até hoje. Fico estupefata com notícias de oportunismo das pessoas, mesmo em verdadeiro cenário de guerra, praticando crime contra a economia popular. Soube, por exemplo, de pessoas vendendo álcool em gel falsificado e outras superfaturado. Que absurdo isso! E essas pessoas não sabem que esse tipo de delito pode gerar uma pena de dois a 10 anos de detenção? Independente disso, é uma grande falta de caráter. Em momento quando as pessoas se solidarizam, pensando no coletivo, alguns querem fatura em cima da tragédia. Por que não mirar no exemplo da Maria Luísa Trajano, dona de uma rede de magazines, que doou uma verdadeira fortuna para ajudar a combater o vírus? Vai ficar se remoendo para ter um lucrinho a mais em cima de quem nem sabe como vai botar comida na mesa nas próximas semanas? E olha que são pequenos e médios empresários querendo tirar proveito da situação. Mas, há também os grandes, milionários que, em vez de colocar a mão no bolso e colaborar para que o país saia dessa onda terrível, ficam nas redes sociais chorando pitangas, quando também não dão um jeito de faturar ainda mais com a situação. Pôxa, gente, sou obrigada a concordar com alguns, que dizem que essa vírus é um inimigo invisível que veio para devolver um pouco de humanidade à civilização. Em que lugar você está? Ao lado daqueles que são solidários e pretendem aprender e evoluir com esse momento pesado ou daqueles que querem aproveitar a situação para arrancar algum benefício individual dela?

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