Empresários transformam casas em botecos

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Um os bares está localizado onde funcionou a primeira alfaiataria de Uberlândia

Não é difícil encontrar casas transformadas em botecos. Em Uberlândia, alguns empresários que participam do Comida di Buteco fizeram exatamente isso. Num casarão centenário, de 1904, localizado na Rua Barão de Camargos, no Centro da cidade, onde funcionava a primeira alfaiataria de Uberlândia, pertencente à família do alfaiate Rafico, o empresário Robson Ferraz, viu na casa que mantém até hoje suas características originais preservadas uma oportunidade. Com portas e janelas de madeira, o casarão chama a atenção dos que frequentam o Bar Alfaiataria por manter até hoje suas particularidades que remontam história.

Robson Ferraz disse que tudo começou quando um bar que funcionava no local fechou. “Vi a placa que estava para alugar e resolvi empreender. Durante a reforma, uma senhora, moradora da rua me parou na porta e me disse que aqui funcionou a primeira alfaiataria da cidade. Fui ao arquivo municipal e depois de muita pesquisa, constatamos a veracidade da informação e decidimos reabrir a Alfaiataria, agora em forma de bar. Entre os reparos e funcionamento, completaremos cinco anos em setembro”, conta.

Ele ainda conta que o bar com 12 funcionários e com foco na comida de raiz, o capacitou para participar do Comida di Buteco pela primeira vez. “O concurso vem de encontro ao pensamento da casa, de servir comida de raiz. Nós já seguimos esse lema desde a inauguração. Servimos comida mineira de verdade, como, pão com carne moída, fígado com jiló, almondega, moela entre outros”, explica.

E para inaugurar no concurso, Robson explicou que o petisco oferecido é uma releitura do tradicional prato mineiro “Pão de Queijo com Linguiça”. “Fizemos uma versão para buteco, para petiscar e uma chips de pão de queijo, que é frito e achatado. A linguiça também vem cortada em fatias e contém, além da carne de porco, jiló, que é uma marca registrada do bar”.

Outro bar que funciona num espaço alugado estilo casa é o do Betão. A casa, antes pertencente ao tio do José Gilberto Machado Silva, o Betão resiste há 27 anos aos bares que foram chegando. “Viemos do antigo bar do meu pai, o tradicional bar do Cowboy na praça Dr. Duarte, o qual foi desapropriado pela Prefeitura para a abertura da rua Augusto César. Isto nos levou a mudar de endereço, foi quando tive a ideia da oportunidade de abrir o Bar do Betão em 1991 nesse local”.

Com toda a alegria que contagia os clientes, o butequeiro também falou sobre o prato que escolheu. “A ideia surgiu de um prato que experimentei em João Pessoa na Paraíba. A partir daí montei o meu prato seguindo minhas ideias e gostos. O Comida di Buteco é um estímulo para a criação de novos pratos e a atração de novos clientes que passam a ser fregueses assíduos”, enfatiza Betão.

 

 

 

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