Encontro Mensal terá apresentação de case de família adotiva e presença de Juiz da Vara da Infância

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Reunião da Pontes de Amor terá música com o saxofonista Hamilton Faria; evento será no dia 14 de fevereiro, a partir das 19h30

Na próxima quarta-feira (14), será realizado o Encontro Mensal da Pontes de Amor, a partir das 19h30. O público da reunião será recepcionado com a música de Hamilton Faria, ex-integrante do Só Pra Contrariar. Na ocasião, o Juiz da Vara da Infância e Juventude de Uberlândia, José Roberto Poiani, falará sobre o tema: “O processo jurídico da adoção destacando a importância de um processo célere e criterioso para o sucesso da adoção legal”.

Os presentes terão a oportunidade de ouvir a história de um casal de pais adotivos que levaram mais de quatro anos para conseguir adotar. Eles ainda falarão sobre o impacto do processo jurídico na formação da família.

Quatro anos pra virar “Família pra sempre”

Case da família do Leandro e Virgínia, pais adotivos de Samuel e Rafael

Leandro e Virgínia Silva começaram uma batalha na justiça em busca de adotar seus filhos, Samuel e Rafael, hoje com 7 e 8 anos. Tudo começou em janeiro de 2013, quando o casal deu entrada nos documentos para adoção na Vara da Infância e Juventude de Uberlândia. Quatro meses depois saiu à sentença de habilitação da adoção e na sequência eles começaram a fazer o curso de postulantes à adoção no grupo de apoio Pontes de Amor.

O casal foi chamado para conhecer as crianças, seus futuros filhos, que na época não estavam destituídos. Leandro e Virgínia, disseram que o juiz foi sincero em dizer para eles que haveria recurso dos genitores, mas que também não tinha dúvidas da destituição, em razão do acompanhamento que já vinha sendo feito pela Vara da Infância e da Juventude da cidade. “O juiz nos contou todo o histórico e motivos pelos quais as crianças foram retiradas dos pais biológicos. Ouvimos tudo atentamente, enquanto aguardávamos as crianças chegarem. Após algum instantes, no meio da conversa a porta se abriu e eles entraram, nos olharam e imediatamente subiram cada um no colo de um de nós, e ali nossa família se formou”, contou o casal.

A sentença de destituição do poder familiar saiu em janeiro de 2016, mas os genitores entraram com recurso, deixando os pais adotivos com medo de ter o destino decidido por alguém, que diferentemente do primeiro juiz (que já acompanhava o caso por anos), não conhecesse a história de forma clara e tomasse uma decisão contrária à destituição baseada apenas na leitura de um monte de papéis. Após espera e dias de angustias, finalmente em 2017, como não houve manifestação por parte dos pais biológicos, o casal aguardou o trânsito em julgamento para entrar com a adoção em Uberlândia. Em fevereiro eles entregaram a documentação ao jurídico da Pontes de Amor, que entrou com a ação para adoção. Eles foram chamados em junho pelo Fórum para uma nova avaliação de como os meninos estavam e se havia ocorrido alguma mudança significativa durante os quase quatro anos. Em outubro o juiz determinou que Leandro e Virgínia fossem acompanhados até a audiência para adoção. E no dia 16 de novembro de 2017, após quatro anos e um mês o casal pôde finalmente documentar a constituição da família e dizer junto com os filhos que viraram “Família pra sempre”.

 

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