Eu recomendo: Renato Teixeira promete despertar emoções nesta quinta em Uberlândia

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O show de Renato Teixeira é nesta quinta-feira (26), às 19h30, na praça de alimentação do Uberlândia Shopping. A apresentação está dando o que falar nas redes sociais, tomando uma proporção surpreendente de muitas “curtidas” e compartilhamentos, e eu mal posso esperar para curtir o melhor da música caipira.

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A expectativa do Uberlândia Shopping é que esse seja um dos shows mais movimentados da temporada do Uberlândia Cultural. Por causa do burburinho positivo em relação ao espetáculo, a sugestão do Uberlândia Shopping é que a população se programe para chegar mais cedo ao local, haja vista que o estacionamento deve ter lotação máxima. Outra dica é fazer o uso do serviço de táxi ou da “carona solidária”. Estes métodos, além de diminuir a quantidade de veículos circulando, melhoram significativamente o fluxo do trânsito. Para dar mais tranquilidade ao público e evitar filas, os clientes podem validar o ticket em qualquer guichê, logo que chegarem ao centro de compras.

A afinidade com a música caipira

Renato Teixeira dividirá o palco com o filho Chico Teixeira em apresentação intimista e muito familiar. Pretende mesclar os grandes sucessos de sua carreira com hits da música folk e caipira nacional.

Para entender porque Renato Teixeira, nascido em Santos, se emaranhou pela música caipira, é preciso entender sua trajetória de vida. Ele conta que passou a infância em Ubatuba e a adolescência no interior do Estado. Com o passar dos anos mudou-se para Taubaté. No fim dos anos sessenta foi para São Paulo e por indicação de Luiz Consorte, uma fita com suas músicas chegaram às mãos do promotor de novos artistas, Walter Silva. As portas se abriram e, logo ele estava no Festival da Record de 67. Gravou a música Dadá Maria com Gal Costa (também em começo de carreira).

Para chegar onde está, ouviu do samba à música caipira, mas a geração musical que frutificou da Bossa Nova, nos anos sessenta foi algo deslumbrante para ele. Ouviu Milton Nascimento, Elis, e assistiu de perto o surgimento do Tropicalismo. Na virada dos anos sessenta para os setenta a música silenciou e Renato foi produzir jingles publicitários para sobreviver. Já identificado totalmente com a música caipira, participou efetivamente da Coleção Música Popular Centro Oeste/ Sudeste do Marcos Pereira onde gravou canções; entre elas a “Moreninha Se Eu Te Pedisse”. “Com meus lucros publicitários, em parceria com Sérgio Mineiro, criei o Grupo Água. Foi com esse grupo que conseguiu assimilar o espírito da cultura caipira e projetá-la de uma forma contemporânea para todo o Brasil”, afirma Renato.

Um dia, Elis gravou Romaria e convidou o grupo para acompanhá-la na gravação. Foi um grande sucesso que mudou a carreira de Renato Teixeira e abriu um grande espaço para que a música do interior paulista invadisse o mercado. Quem também fez parte da história de Teixeira foi Almir Sater. Juntos compuseram sucessos como Um Violeiro Toca e Tocando Em Frente. Outra parceria importante foi com a dupla Pena Branca e Xavantinho. Renato e o grupo gravaram o disco “Ao Vivo em Tatuí”, que se transformou num marco no gênero.

Em sua biografia, Renato diz que seu projeto de vida é dar continuidade ao sonho de divulgar e difundir cada vez mais o espírito do caipirismo valeparaíbano; não pela repetição das velhas formas e sim pelo potencial que esse Universo cultural oferece para que, como sempre, a música brasileira avance em direção ao futuro, coerente com a evolução, naturalmente moderna.

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