Exames periódicos auxiliam diagnóstico e tratamento do ceratocone

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A visão distorcida, borrada ou enxergar com imagens duplicadas são alguns dos sintomas de quem pode estar com ceratocone. A doença é lenta e gradual. Tem início por volta dos 10 anos e evolui até os 30 anos de idade do paciente. O ceratocone ainda tem suas causas discutidas, porém seus efeitos já são claros: um progressivo afinamento e deformidade da córnea (em formato de cone). Existem modernas formas de tratamento do problema, no entanto, o melhor remédio ainda é o diagnóstico precoce, segundo especialista. “Com exames seriados e constantes conseguimos diagnosticar a doença em fases iniciais e realizar os procedimentos de intervenção mais adequados para cada paciente”, disse o médico Cláudio Picosse, do HCO – Centro Completo de Oftalmologia.

Uma das possíveis causas é a hereditariedade, entretanto, outros fatores ainda são investigados. A população jovem é a que mais é acometida pela doença, uma vez que ela atinge o público entre 10 e 30 anos. O ceratocone progride até alcançar certa estabilidade, o que pode provocar um quadro grave de alto grau de miopia e astigmatismo irregular.

Além da prevenção, se o ceratocone for detectado nos estágios iniciais é possível utilizar o tratamento denominado crosslinking, o mais moderno para o caso. “Essa técnica visa endurecer a córnea evitando assim a evolução da doença. Em casos já avançados a resolução só se dá através do transplante de córnea. Por isso, a melhor saída é detectar logo no início o problema, pois o transplante é um procedimento mais invasivo e com mais riscos de complicações”, finaliza Picosse.

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