Feriado de 7 de setembro reuniu cerca de 5 mil pessoas na Virada Cultural

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O evento foi um momento para os uberlandenses imergirem nas artes e suas expressões

 

O feriado de 7 de setembro já é tido pelos uberlandenses como o dia para viver as artes em suas mais variadas formas de expressões. Este ano não foi diferente. Cerca de 5 mil pessoas se reuniram no Teatro Municipal de Uberlândia e acompanharam de perto a vasta programação gratuita realizada pela Virada Cultural, que aconteceu de 14h às 23h.

Toda área interna e externa do Teatro foi ocupada por linguagens corporais, visuais, expressões e performances. Os visitantes se dividiam entre teatro, música, feira de artesanato, literatura, oficinas de arte e apresentações de dança. “Eu venho na Virada desde a primeira edição. Vejo que esse evento é diferente dos que acontecem na cidade. Eu nunca consigo ver tudo o que está acontecendo, mas gosto do que consigo ver. Sempre me surpreendo porque é um evento gratuito com uma estrutura muito bacana e que agrada diferentes públicos. Eu gosto demais.”, disse Luciano Leão, participante do evento.

A Viradinha Kids, com programação feita especialmente para os pequenos, reuniu cerca de 700 crianças no teatro para acompanhar apresentações teatrais e da Orquestra Alexa. Com os olhos vidrados, as crianças assistiam atentas as informações importantes, como o controle do mosquito do dengue, ditas em forma de palhaçadas, arrancando risadas dos espectadores. Cerca de mil pessoas acompanharam as apresentações teatrais e se divertiram muito. A Oquestra Alexa realizou uma belíssima apresentação com diversos instrumentos musicais e, esse ano, com uma novidade: Pais e responsáveis das crianças participaram da apresentação: “Me senti orgulhosa de ver todos os iniciantes e os mais preparados em um só momento tão lindo. Além disso, eu, ao lado do meu filho, no mesmo palco, foi muito prazeroso. Certamente, um dia muito especial e que jamais esquecerei”, ressalta Kenia Gonçalvez de Almeida, mãe do aluno Waylon Almeida.

Ainda na área interna do Teatro, um espaço reservado para os amantes da leitura reuniu diversos escritores locais para um longo bate-papo e troca de experiências. Participante desde a primeira edição da Virada Cultural, a escritora e jornalista Mônica Cunha viu o número de envolvidos na área de literatura aumentar, o que lhe causa muita alegria. “Nas cadeiras do espaço de prosa com o escritor, na rampa de acesso ao teatro, no saguão o que vi foi atenção pela palavra, pelo texto. Pelo que se diz do mundo. E fiquei feliz! O interesse pela literatura, na minha opinião, é porque cada vez mais os autores trazem experiências pessoais que fazem o leitor se sentir mais próximo. Vivemos muito do mesmo. Compartilhamos pela literatura um desejo por saber e compartilhar os desafios humanos diários”.

Com atividades iniciando a todo tempo, e por todo espaço do Teatro, na área externa, centenas de pessoas se reuniam para acompanhar as disputas de dança e Mc’s, além das apresentações musicais, performances e danças. Alguns visitantes aproveitaram a feira de artesanato, com 75 expositores locais, para comprar e admirar o trabalho criativo e feito à mão. Segundo Luciana Silva Florindo, artesã e organizadora da feira, a Virada Cultural proporciona a oportunidade de divulgar os trabalhos dos artesãos locais, assim como de viveram as artes e conhecer talentos da nossa cidade. “Eu estou ainda extasiada de energia boa, de emoção, porque o resultado ainda está sendo perpetuado. Todos os artesãos que participaram, além de venderem bastante, cantaram, dançaram e se divertiram muito. Foi um evento de muita qualidade, não tem preço”.

O evento é um alavancador da economia criativa da cidade, artesãos, artistas plásticos, food trucks e restaurantes participaram do evento comercializando seus produtos. Segundo a organização do evento, foram gerados direta e indiretamente cerca de 500 empregos, além do envolvimento de mais de 400 artistas que participaram das apresentações. “Para nós é muito importante esse estímulo que o evento promove para os empreendedores da economia criativa da cidade. Nós ficamos felizes de ver as pessoas consumindo a arte e a gastronomia e movimentando esse setor que está se reinventando a cada dia e que precisa de incentivo para crescer”, ressalta Antônia Nunnes, diretora da Viva Marketing Eventos e Cultura.

De forma paralela ao evento, diversos ofícios, como fotografia, vaso de argila e artesanato com material reciclável eram ensinados nas oficinas, que tiveram as inscrições esgotadas um dia antes do evento.

Ao anoitecer, as bandas locais dominaram o palco da Virada Cultural, realizando um grande show para toda plateia. Os mais variados estilos musicais compuseram o acervo musical, com o objetivo de agradar os diferentes públicos. Abrindo o palco musical, uma grande apresentação com Sou Mais Batera reuniu dezenas de bateristas tocando de forma simultânea. Depois deles, subiram ao palco Cachallotte Fuz, o regueiro Arthur Xará, que convidou Woody e Tom da Corte para dividir o palco em uma grande apresentação. Além deles, a banda Black Jack 21 levou o melhor do blues, Trio Sucupira gravou um clipe no evento e colocou todo mundo para dançar forró. Já o encerramento do evento ficou por conta do cantor Rubens Simarro que surpreendeu a todos com um show de rock com os sucessos dos anos 80. Em seu show, bolas coloridas foram jogadas para o público que brincou e dançou o tempo todo. “Quando cheguei na Virada Cultural, fui direto para o meio do público entender a energia que estava acontecendo ali, e não parava de sorrir com as pessoas reunidas por um único motivo: a música. Ela detém o poder de reunir multidões sem julgar atitudes, simplesmente o prazer de celebrar a felicidade das pessoas, fazendo dessa união a alegria numa só voz. Sou grato pela oportunidade de ter participado da Virada cultural que, pra mim, é o maior movimento na expressão da arte em Uberlândia, na cena independente da nossa querida cidade”, finaliza.

O evento é uma realização da Viva Marketing Eventos e Cultura e do Uberlândia Convention & Visitors Bureau, com o incentivo da Uberlândia Refrescos por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A Virada conta ainda com os patrocínios: Instituto Alexa, Bianco, Azulim, Martins e Casa Thomas Jefferson, apoio do Sebrae e da Secretaria de Cultura. Outras informações na página: www.facebook.com/viradaculturaluberlandia e no site www.viradaculturaluberlandia.com.br

 

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