Feriados impactam negativamente a economia do comércio e trava a empregabilidade

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Só no mês de novembro deste ano, uma pesquisa realizada pela CDL Uberlândia revelou que 31% dos empresários apresentaram queda nas vendas entre 10% e 20% na comparação de novembro/18 com novembro/17

 

O excesso de feriados no país preocupa os empresários. Independente da data homenageada, ao longo de 2018 foram 18 datas comemorativas.  “Muitos feriados foram prolongados. As pessoas viajaram, ou não saíram de casa e o ritmo de vendas caiu. Alguns empresários até abriram, mesmo arcando com o alto custo para manter horas extras dos funcionários nessas datas. Foi um ano muito complicado para manter a sustentabilidade financeira das empresas e a empregabilidade e os feriados contribuíram para esse resultado”, afirma o presidente da CDL Uberlândia, Cícero Heraldo Novaes.

Maior impacto em novembro

Para se ter ideia do impacto dos feriados, a CDL Uberlândia realizou uma pesquisa junto aos empresários em novembro, mês com três feriados, um recentemente aprovado pela Câmara Municipal: Finados, Proclamação da República e da Consciência Negra. Entre os empresários entrevistados, a maioria 92%  não concordam com aumento do número de feriados em novembro. A pesquisa revelou que 81% das empresas entrevistadas estimaram queda nas vendas, sendo que 31% delas apresentaram os maiores percentuais entre 10% e 20% de declínio na comercialização de produtos e serviços na comparação de novembro/18 com novembro/17.

Comparando outubro de 2018 com novembro de 2018, 80% das empresas também estimaram queda, sendo o maior percentual de 29% apresentaram queda de até 10% e para 25% a queda ficou entre 10% e 20%. Se em apenas um mês, houve prejuízo, que dizer no ano todo?

O impacto financeiro  este ano segundo uma pesquisa nacional da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio-SP), alcança os R$ 11 bilhões de reais. Quantia que é exatamente a metade dos R$ 22 bilhões projetados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). E eles estão de volta na “folhinha” de 2019. Serão três feriados prolongados, mais três datas que seriam de folga, caem em pleno sábado. Há alguns na terça e quarta.

De acordo com Cícero, para o comércio reagir, são necessárias mudanças que levem ao crescimento e, consequentemente, a volta das pessoas ao mercado de trabalho para que tenham condições de voltarem a consumir. “Os feriados que caem em uma terça ou quarta comprometem a semana, porque alguns emendam a segunda com a terça.  O empresário pode não ter condições de bancar os funcionários em dias de feriado considerando o pagamento de horas extras. Uma alternativa para reduzir o número de feriados, é comemorar algumas datas em domingos ou agrupar datas em um único dia de feriado”,  afirmou o presidente da CDL.

 

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