Mercado de eventos retoma investimentos no setor

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Um dos setores que mais movimenta a economia brasileira é o de eventos. Este mercado, segundo a Abrafesta, movimenta R$ 210 bilhões para eventos corporativos e R$ 16 bilhões para eventos sociais e representa 4,3% do PIB nacional.

Segundo pesquisa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), um total de 1.106.440 casamentos foram realizados em 2014. Em 2015, no Brasil, os casamentos ultrapassaram a marca de um milhão por ano, e são responsáveis por boa parte do crescimento do mercado de eventos, segundo a Associação Brasileira de Eventos Sociais (Abrafesta).

Ainda de acordo com a Abrafesta, em 2014, a Região Sudeste foi a que respondeu por metade dos gastos com festas e cerimônia, com R$ 8,6 bilhões, seguida pelo Nordeste (R$ 3 bilhões), Sul (R$ 2,9 bilhões), Centro-Oeste (R$ 1,3 bilhão) e Norte (R$ 1 bilhão).

O diretor do Palácio de Cristal, localizado no bairro Shopping Park, Rodrigo Magalhães Carneiro, confiante no mercado, está finalizando a construção de um novo mega complexo no local, cuja obra durou 3 anos. “Temos mais de 630 contratos fechados programados para acontecer até 2021. Isso significa que devemos receber em nosso complexo de eventos um público de mais 1,3 milhões de pessoas”, afirma.

Crescimento mercado de eventos corporativos

E não é apenas os eventos sociais que estão em alta. O mercado de eventos corporativos movimentam a cidade e tendem a crescer em 2017 de acordo com um estudo da Câmara Americana de Comércio (Amcham-Brasil) feita com 86 executivos no final do ano passado, sendo que desse total, 65% dizem acreditar na retomada dos investimentos no setor ainda primeiro trimestre de 2017.
No diagnóstico dos promotores de eventos, quatro setores da economia deverão se destacar na retomada de investimentos em 2017, com ações em encontros, reuniões e fóruns: saúde e indústrias farmacêuticas (35%); comunicação e marketing (29%); varejo (21%); e tecnologia (14%).

A pesquisa também mostrou que a principal tendência no setor será a realização de eventos baseados na interatividade entre marcas e público-alvo – com ampliação do uso de aplicativos e tecnologia, o que possibilita a interação entre convidados, palestrantes e realizadores.

Os empresários mencionaram formatos como mini-eventos (19%), com foco em workshops, confraternização, lançamentos de produto, entre outros; e onlines (19%), com engajamento e divulgação nas redes sociais, além de um uso intenso de personalidades e influenciadores digitais.

Segundo Rodrigo Magalhães Carneiro, o mercado de eventos é promissor. “O Palácio de Cristal possui aproximadamente 100 funcionários, além dos inúmeros terceirizados e realiza mais de 120 eventos por ano. O espaço está sendo ampliado pois acreditamos que este setor tem muito a crescer e em breve será inaugurado”, garante.

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