Mulheres estão ganhando mais peso que os homens

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70% dos pacientes de cirurgias bariátricas são mulheres

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) aponta que 70% dos pacientes que se submetem a cirurgia bariátrica no Brasil são do sexo feminino. Dados que se confirmam na região do Triângulo Mineiro de acordo com o cirurgião bariátrico Luís Augusto Mattar.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. Com um impacto maior nas mulheres, a obesidade vem crescendo no Brasil. O último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 60% dos brasileiros estão acima do peso, sendo uma prevalência maior no sexo feminino (58,2 %), que no sexo masculino (55,6%).

Segundo Luís Augusto Mattar, o índice de mulheres com sobrepeso é maior devido sua própria composição corporal. “O homem tem mais massa magra que as mulheres e isso faz com que eles tenham uma proteção maior contra o excesso de peso. A obesidade é uma doença crônica que tem como causa inúmeros fatores. Ela está associada a doenças endocrinológicas, psiquiátricas e genéticas. Ainda existem outros agravantes como a falta de exercícios, alimentação incorreta e problemas emocionais. Além disso, ao longo da vida, a composição hormonal da mulher também influencia muito no ganho de peso, em estágios como a gravidez e a menopausa”, explica o especialista.

Tratamento
Mesmo sendo a maioria, as mulheres também são mais dedicadas quando a questão é o tratamento. De acordo com o cirurgião bariátrico, a cirurgia não deve ser a única opção de tratamento. “A cirurgia bariátrica é um grande avanço da medicina para ajudar pessoas muito obesas a perder peso e muitas vezes se curarem das doenças relacionadas, mas elas precisam de uma manutenção constante. A obesidade é um problema crônico e as pessoas que emagrecem precisam ter um acompanhamento periódico com a equipe multidisciplinar. O tratamento clínico deve ser centrado nas mudanças de estilo de vida, com a reeducação alimentar e o estímulo à prática de atividade física”, recomenda.

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