Pesquisa da CDL Uberlândia mostra como foi o primeiro trimestre de 2018

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O crescimento foi pequeno e mais marcante em alguns setores, mas a maioria dos empresários acredita que este ano vai ser melhor em resultados

Os desafios para manter uma empresa em dia e em crescimento são vários, haja visto o período conturbado que a nossa economia tem passado, com momentos de crise financeira que afetaram do pequeno ao médio empresário. As dificuldades para acessar empréstimos com taxas menores são cada vez mais comuns.

Para saber como está a visão dos nossos colaboradores nesta primeira etapa do ano, a CDL Uberlândia realizou uma pesquisa entre os comerciantes. Os resultados mostraram a perspectiva de faturamento tomando por base os três primeiros meses do ano de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017.

Para uma parcela de 32% dos entrevistados houve crescimento de 1% a 14%. Dentre estes podemos destacar as farmácias no setor de medicamentos, as papelarias e os supermercados.

Outros 33% disseram que foi mantido o mesmo patamar de vendas do ano anterior, como foi o caso do setor automotivo e dos prestadores de serviço de hotelaria e escola.

Cerca de 35% dos entrevistados afirmaram ter notado uma pequena queda nas vendas, entre estes setores estão calçados, roupas, cosméticos e materiais de construção.

A grosso modo podemos dizer que apenas um terço dos entrevistados, observou crescimento nas vendas em relação ao ano anterior. A reclamação da maioria se alicerça sobre a complexidade e a alta carga tributária aplicada para pequenos e médios negócios, com isso o endividamento em relação ao que é cobrado pelo governo aumenta. Em muitos casos as empresas precisam de investimentos ou tentam acessar créditos mais baratos, para conseguir melhorar a situação no mercado e não conseguem.

O fato é que os bancos cobram taxas abusivas para liberar créditos aos donos de empresas de pequeno e médio porte, e ainda dificultam a liberação dos mesmos, quando é possível conseguir taxas menores.

Apesar de ser um momento difícil, com pouco ou nenhum crescimento, a maioria dos entrevistados afirmou estar otimista para este ano, acreditando que 2018 deve ser melhor que 2017, mesmo se tratando de um ano eleitoral.

 

 

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