Pesquisas mostram crescimento de vendas no e-commerce brasileiro

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Estar no ambiente digital é uma obrigação para sobrevivência de qualquer negócio, afirma o consultor de negócios, Thiago Muniz

A chegada do Coronavírus, o distanciamento social, a falta de estoque de algumas categorias no ponto de venda, fizeram muitas empresas repensarem seus negócios para se sustentar no “novo normal”. Quem não vendia pela internet, passou experimentar esse novo modelo, e isso, aliado a procura pelos fatores ligados ao distanciamento, contribuiu para as vendas do e-commerce crescessem no país. Pelo menos é isso que as pesquisas mostram. De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) e o Movimento Compre&Confie, em fevereiro e março de 2020, em relação ao do bimestre de 2019, as categorias de bens de consumo chegaram a ter crescimento de mais de 100% no comércio online, como saúde (1115). Beleza e perfumaria e supermercado acumularam altas de 83% e 80%, respectivamente.

Já em outra pesquisa realizada pela Ebit | Nielsen, mostrou que após o anúncio do primeiro caso da COVID-19 no Brasil, houve um crescimento maior do que a média em relação aos novos consumidores do e-commerce brasileiro. Entre janeiro e março de 2020, os itens mais vendidos foram de higiene, limpeza caseira, produtos para bebê e mercearia. Atendendo a recomendações de especialistas, as vendas online de álcool em gel subiram. Neste período foram 4x maior em fevereiro deste ano no e-commerce brasileiro, provocando a dobra de faturamento. Com o anúncio da pandemia (11 de março), as vendas atingiram o maior nível do mês de março/20, chegando a faturar R$ 800 mil em um único dia.

Os empresários de indústrias, que conseguiram colocar à venda produtos mais procurados nesse período de pandemia pela internet e pequenos e médios que investiram nas vendas online em outros nichos diferentes para acompanhar a necessidade atual, aproveitaram as oportunidades.

“O ambiente digital é um caminho sem volta. Não há tempo para esperar, é preciso investir nesse modelo de negócio. Estar no ambiente digital é uma obrigação para sobrevivência de qualquer negócio. Tivemos um aumento de 32% de novos consumidores online realizando a primeira compra. Ao mesmo tempo que o consumidor deixa de frequentar shoppings, restaurantes e lojas de rua, ele está também descobrindo novas formas de se expressar e consumir”, destaca Muniz.

Ainda de acordo com Thiago, para quem é varejista, vender pela internet é muito mais do que atender pelo Whatsapp. “Não é só quem trabalha com produtos que precisará se reinventar e conhecer as ferramentas digitais. A área de serviços também deve no momento se reinventar.  Não é necessário ser uma analista para já começar a trabalhar. Com alguns cliques e acessando ferramentas fáceis de navegar é possível já gerar insights e ações de vendas na internet”, afirma o publicitário, empreendedor na área digital há 7 anos, professor de MBA e palestrante atuando em todo o país.

Curso ‘Do Offline ao Digital’

É ele quem ministrará o curso online “Do Offline ao Digital: os passos mais simples para acelerar vendas na internet”, no dia 8 de junho, às 19h e dia 10 de junho, às 21h. O objetivo é auxiliar o empresário a ter insights usando ferramentas digitais e começar a estruturar suas primeiras ações digitais, mesmo que não tenha conhecimentos avançados em marketing e comunicação. O curso com carga horária de 6 horas, traz um conteúdo programático que abordará sobre o processo de compra na internet, como usar o Google Trends, como escolher as redes sociais, investimento Digital, palavras lucrativas, os segredos do Whatsapp, entre outros temas.

Sobre o instrutor

Durante mais de 12 anos de carreira prestou consultoria, planejou e gerenciou ações em canais digitais para marcas como Sony, Icatu, Vigilantes do Peso, Toyota, Martins, eFácil, Tribanco, entre muitas outras empresas públicas e privadas.

É diretor de marketing digital da To Be Comunicação – em Uberlândia. Agência de publicidade focada em performance de comunicação.

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