Pimenta Refresco

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É, infelizmente é assim, algumas pessoas contratadas para servir uma empresa servem mais ao próprio ego do que aos propósitos para os quais se deu tal contratação. Em uma lista de convidados para um encontro empresarial, seja ele festivo ou não, devem constar os nomes que sejam interessantes para o contratante e não aqueles que darão “status” a quem organiza o evento. Recentemente, fui surpreendida com a indagação de um amigo, alguém de nossas relações, por eu não ter ido ao seu evento. Mesmo sabendo que eu não poderia ter ido, pois tive outro compromisso naquela data e horário, fiquei surpresa por não ter sido inclusa na lista. A pessoa que organizou o tal evento não sabia que eu tinha relação de amizade com os donos da empresa, mas, ainda que não tivesse, ela também provavelmente não sabia que há muitos anos já colaboramos com eles, às vezes de forma voluntária e em outras ou não, mas existe ali uma parceria de muitos anos, além de um grande afeto entre todos. Quando foi checar a lista, o empresário constatou que muitas pessoas interessantes tinham sido deixadas de fora e que boa parte daquela lista era de gente desconhecida que ele não consegue imaginar qual o foco de interesse em estar presente na ocasião. Ou seja, contrata-se alguém paga-se um espaço, dispende um recurso contabilizado por pessoa ao pensar no buffet e depois percebe que, na verdade, se não prestar atenção está mesmo é oferecendo a oportunidade de alguém dar uma festa particular às suas custas, alguém que recebe por isso e não está preocupada em atingir os objetivos pelos quais justificou-se tal evento. Lamentavelmente, tem várias pessoas que agem assim, sem muito profissionalismo, com o foco mais em seus objetivos pessoais de projeção social do que em atender ás expectativas de seu contratante. Além de falta de profissionalismo, é, na verdade, muita caipiragem. Queimação de filme com um café pequeno. E ainda se posta na sociedade como alguém de boa índole e grandes competências. Penso que está na hora de amadurecer o mercado e entender que as festas empresariais, todas elas, têm um propósito. E é ele que deve ser alcançado. Quer oferecer boca livre aos amigos? Faça uma lista, pense numa vaquinha e abra as portas da sua casa para isso. Pronto, falei, doa a quem doer, tá na hora de pensar de maneira adulta e profissional.

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