Pimenta Refresco

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Um amigo outro dia falou de um comportamento em Uberlândia, que definiu como “caipirice com sotaque francês”. Sou obrigada a concordar plenamente com ele. Tem gente muito ruim de serviço que vende sua atuação como se fosse refinada e eficaz. E, na verdade, não é!

De tempos em tempos, algum modismo adentra o vocabulário coletivo. A bola da vez é o tal “digital influencer”. O equívoco já começa pelo nome, nomenclatura inglesa para definir um comportamento de mercado, por vezes real e com profissionalismo, mas na maior parte das vezes oportunista, “fake” e provinciano.

Convenhamos, muitos profissionais de comunicação , na esperança de atrair o público alvo de suas empresas clientes, se deixam levar pelo marketing pessoal e pelo número, não raras vezes comprado, de curtidas, de alguns blogueiros.

Vamos dar um desconto para todos, uma vez que em tempos de internet, estamos todos ainda engatinhando. Só a série “black mirror” para traduzir alguns disparates que acontecem.

Neste contexto, é importante que os profissionais da área se situem e não se deixem levar por aqueles que apresentam páginas com milhares e milhares de curtidas, sabendo que hoje elas são vendidas em pacotes por vários sites especializados em construções de ilusão virtual. Daí, não são verdadeiras tais curtidas, não é mesmo? Estão mais para surtos do que para “eu curto”.

Se quer atingir o público AA, busque quem, de verdade, tem trânsito junto a estes consumidores. O seu produto e/ou serviço só vai ser vendido de fato se o seu “influenciador digital” estiver realmente, na vida real mesmo, conectado a estas pessoas.

De resto, o que a maioria dos supostos “influences” quer é comer, beber, viajar e vestir de graça! No fim das contas, o investimento sai pela culatra. O público alvo não foi alcançado e o investimento destinado a comunicar com ele foi pelo ralo.

Pense! Repense! Avalie quem é quem neste novo e misterioso território virtual. E tente acertar o alvo.

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