Pimenta Refresco

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Já que temos falado tanto da temporada teatral, que tal falarmos de comportamento adequado na entrada e na plateia do teatro. De que adianta termos um suntuoso Teatro Municipal se muitos de seus frequentadores se comportam de maneira provinciana? Basta se instalar no foyer do teatro em espetáculos que atraem grandes plateias para presenciar cenas, como alguém bradando, em alto e bom tom, por seu suposto direito em entrar no recinto, por mais que não seja permitida a entrada após o início do espetáculo ou após a tolerância de praxe (quando ela existe), que é de 15 minutos. É comum alguém perder a compostura, ficar agressivo e até, sem ganho de causa, recorrer a polícia. Essa é uma das cenas frequentes do lado de fora da plateia. Do lado de dentro, basta observar para ver o quanto as pessoas conversam durante a apresentação, fotografam, por mais que tenha sido avisado da proibição, com celulares cuja luminosidade atrapalha a visão de quem está ao lado e, principalmente, de quem está atrás. Por fim, entre as gafes corriqueiras do público local, encerra-se com o assédio ao artista. Muita gente o enxerga apenas no plano da ficção e exige dele uma atenção mais do que especial. Será que dá para entender que artista, por mais famoso que seja, é ser humano normal e, portanto, sujeito às intempéries e oscilações de humor como todo mundo? Já passa da hora de a população que frequenta os teatros se adequar às regras de convívio e assumir um maior respeito ao espaço e às pessoas que trabalham nele e trabalham por ele, incluindo aí também os artistas, estrelas ou não.

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