Pimenta refresco

173

Um certo padrão de polidez que é natural do ser humano. E ele vai perdendo até isso com o tempo. Por exemplo: é óbvio que, quando você recebe um convite, ainda que para um encontro informal, ele é direcionado para você e não para um grupo de amigos. É muito indelicado – embora comum – estender um convite a terceiros sem consultar a fonte originária do mesmo. Recentemente, uma amiga queria atualizar as conversas com outra pessoa e a convidou para um café. Havia a intenção de esclarecer algumas coisas e até de fazer uma proposta de parceria profissional. Era, portanto, uma conversa privada. A convidada aceitou de prontidão, mas cometeu a deselegância de chegar no encontro com mais quatro pessoas, entre elas dois desafetos da primeira, o que causou a maior saia justa. Basta ter em mente que o mundo não gira ao seu redor. Se você, para ajustar a sua agenda social, sente-se à vontade para levar quem quer que seja a um encontro específico, sem consultar quem lhe convidou para aquele momento, é por que acha que as pessoas estão todas à sua disposição e é você quem orquestra todos estes encontros. Muito feio isso. Claro que, eventualmente, há encontros casuais de pessoas que, por acaso, estão no mesmo lugar e se juntam em uma mesa. Mas até para isso há um protocolo. Deve ser feito com delicadeza, para ter a segurança de que ninguém está invadindo o espaço do outro. Resumo da ópera: há pessoas que ficam refinadas com o tempo, outras ficam mais toscas. Pronto, falei!

You might also like More from author

Comments are closed.