Rosa Marya Colin, diva brasileira do jazz e blues, é a grande atração do Fundinho Festival

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Artista se apresenta com o reconhecido gaitista Jefferson Gonçalves no dia 3 de agosto, às 21h

 

A cantora, compositora e atriz Rosa Marya Colin, uma das vozes mais bonitas do jazz e blues, reconhecida inclusive internacionalmente, é a grande atração do Fundinho Festival, no dia 3 de agosto, ao lado de um dos mais talentosos nomes da gaita no país, o músico Jefferson Gonçalves. Nascida em Machado, Minas Gerais, ela começou a vida artística em 1963, no Rio de Janeiro, no programa “Hoje é dia de brotos”, na rádio Tupi do Rio de Janeiro, programa comandado por Rossini Pinto. No teatro, sua carreira iniciou-se em 1968 na primeira montagem de Hair e de lá para cá não parou mais. Nas telinhas da TV, como atriz, se destacou em várias novelas como “Sinhá Moça”, interpretando a escrava Balbina, no “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, no papel de Tia Nastácia e seu mais recente papel foi a mandingueira da novela Deus Salve o Rei.

 

A cantora iniciou a carreira musical em 1965, mas a projeção nacional veio somente no fim dos anos 80, com a veiculação de gravação da canção California Dreamin. “Na época, eu estava no Rio fazendo a peça Noviças Rebeldes, de Wolf Maya, quando fui convidada por Zé Rodrix para gravar um jingle para uma loja de departamentos. A música era California Dreaming. O sucesso aconteceu do público para mim, pois após ter gravado os 15 segundos iniciais fui chamada para gravar a música inteira e em seguida o LP”, conta.

 

A diva do blues e jazz chegou a morar no México, Estados Unidos, Paris e Itália, ficando fora do Brasil por quatro anos e meio. Rosa ficou 18 anos fora dos palcos, retornando à música em 2018 com grande vigor e exuberância vocal, mesmo no auge de seus 73 anos.

 

Com 56 anos de carreira, ela explica porque mesmo com tanto talento e simpatia ficou anos sem lançar discos. “Covardia não tem nada a ver com talento. Eu não tinha coragem de me arriscar a produzir independentemente. Tinha passado a vida inteira dependente de gravadora e, quando tudo mudou, me vi perdida tendo que me virar sozinha. Tive receio de não dar conta”, conta.

 

Sobre a vertente do jazz e blues, Rosa Marya é otimista. “Os festivais de blues e jazz vêm crescendo cada vez mais no Brasil. Além do mais, todos os ritmos que aí estão vêm do blues e jazz, vem da África, inclusive o samba”.

 

Rosa Marya também falou sobre ser artista negra no Brasil. “Apesar de não ser fácil ser negro no Brasil, o processo de sucesso para a música não foi difícil, nunca deixei isso me incomodar”.

 

Show In Blues

No Fundinho Festival, a dama do jazz e blues dividirá o palco com Jefferson Gonçalves, uma das principais referências dentro do cenário da gaita no Brasil e no mundo. Seu trabalho já foi elogiado por vários músicos, revistas e sites internacionais. Com seu estilo inconfundível e original consolida de vez sua competência e criatividade, fazendo misturas autênticas, onde estilos diferentes se unem para criar uma atmosfera tipicamente brasileira. Sua gaita faz um mix entre a música negra norte-americana e o regionalismo dos ritmos nordestinos como o forró, o baião, o xaxado, o maracatu, entre outros. “A combinação da bela voz rouca de Rosa Marya com o som da gaita do músico Jefferson Gonçalves dá um novo brilho para as interpretações de músicas como: Precious Lord, St Louis Blues, Reckless Blues, Down By The Riverside, entre outras clássicas do R&B, do Rock e do Spiritual, que marcarão este encontro inédito. Colin faz parte das constelações das divas do jazz e blues, tem uma potência vocal impressionante em todo repertório de bom gosto que traz. Será um sucesso. Quem comparecer verá”, diz Marcelo Mamede, um dos responsáveis pela curadoria do evento, junto com Marco Túlio Morais, Jack Will e Maurício Winckler.

 

O Fundinho Festival, evento gratuito que se consolida no calendário da cidade oferecendo uma boa mostra da diversidade do jazz e blues, é realizado pela Moinho Cultural e Aproxima Patrocínios e Incentivos, com os patrocínios do Sistema Martins, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Uberlândia e da Algar Telecom, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

 

Mais detalhes sobre cada atração nas redes sociais do evento: instagram, facebook e twiter – fundinhofestival

 

PROGRAMAÇÃO:

16h – Palco Coreto – Dog Brother’s Quinteto (Uberlândia)

17h – Palco Museu – Miltons convida Fernando Rodovalho e Luís Otávio (Araxá / Uberlândia)

18h – Palco Coreto – Black Bone (Uberlândia)

19h – Palco Museu – Di Stéffano Quarteto (Brasília)

20h – Palco Coreto – André Youssef Trio (São Paulo)

21h – Palco Museu – Rosa Marya Colin com Participação Especial de Jefferson Gonçalves (Rio de Janeiro)

 

SERVIÇO:

O QUE: Fundinho Festival – Jazz e Blues – Edição Uberlândia 131 Anos

QUANDO: 3 de agosto – sábado, das 16h às 23h

ONDE: Praça Clarimundo Carneiro

ENTRADA FRANCA

CLASSIFICAÇÃO: Livre

MAIS INFORMAÇÕES: www.fundinhofestival.com.br

 

 

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