Sol de inverno em excesso também pode causar câncer

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O inverno chegou! As temperaturas estão mais baixas e o sol parece fraco. Só parece, pois os efeitos da radiação ultravioleta incidem o ano inteiro, não apenas no verão. E as consequências da falta de cuidado com a exposição solar, podem aparecer em longo prazo e com maior gravidade, como o câncer de pele.

Para 2014, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 182 mil novos casos de câncer de pele não melanoma, o mais incidente no país. Porém, por apresentar altos índices de cura, sua taxa de mortalidade é uma das mais baixas. A maior incidência deste tipo de câncer de pele se dá na região da cabeça e do pescoço que são justamente os locais de exposição direta aos raios solares. Já o melanoma, responsável por aproximadamente 4% dos casos de câncer da pele, apresenta uma alta letalidade, principalmente pela sua alta capacidade de desenvolvimento de metástases e tem forte incidência por hereditariedade.

Inca estima 182 mil novos casos de câncer de pele não melanoma em 2014 (Foto: Divulgação)
Inca estima 182 mil novos casos de câncer de pele não melanoma em 2014 (Foto: Divulgação)

Os dois tipos de câncer têm chances de cura elevadas, quando detectados nos estádios iniciais. Por isso, o oncologista do COT – Centro Oncológico do Triângulo, Rodolfo Gadia alerta para alguns sinais que devem ser investigados. “Devemos ficar de olho em alguns sintomas como: mancha que coça, dói, sangra ou descama; ferida que não cicatriza em quatro semanas; sinal que muda de cor, textura, tamanho, espessura ou contorno; elevação ou nódulo circunscrito e adquirido da pele que aumenta de tamanho e tem aparência perolada, translúcida, avermelhada ou escura. Todos esses casos devem ser avaliados imediatamente, pois o melanoma tem alta tendência a metástase, podendo atingir outros órgãos como pulmão, fígado e até o cérebro se descoberto tardiamente”, afirma o especialista.

Prevenção

De acordo com a dermatologista Juliana Gumieiro, a base da prevenção do câncer da pele ainda está fundamentada na proteção contra a radiação solar, por meio de protetores e acessórios (camiseta, chapéu, guarda-sol e óculos escuros) e sempre que possível, evitar a exposição solar entre as 10h e às 16h. “Devemos lembrar que existe um tipo de protetor para cada pele. O ideal é um fator de proteção de pelo menos 30, que proteja contra a radiação UVA e UVB. As peles mais sensíveis, com manchas, rosácea, entre outras, exigem um fator mais alto. O melasma exige também uma proteção contra a luz visível, que seria um filtro com cor. Existem filtros que controlam a oleosidade da pele com tendência a acne, filtros para peles mais maduras que hidratam e nutrem com substâncias específicas e filtros com fatores antioxidantes que previnem o envelhecimento. O ideal é consultar um dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e ver qual seria o ideal para você”, recomenda.

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