Teatro poético e musical estimula reflexão e valorização sobre a vida

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Com performances artísticas em dose tripla, o Mudante terá abertura com uma peça teatral ‘Cartas Poéticas’, com o ator e poeta Luciano Luppi, que além de ter sido dirigido por Ronaldo Brandão, contracenou com José Mayer na peça Baal, na época sucesso absoluto. Já atuou em cinema, minissérie e novela, mas Luppi diz que o palco é a sua grande paixão.

“Tenho um carinho especial pelo teatro, que me trouxe tudo que tenho. É a minha atividade principal a qual já estou me dedicando há 44 anos. Foi onde aprendi tudo. Foi por meio do teatro que passei a conhecer outras artes”, destacou o artista.

Sobre Cartas Poéticas

Cartas Poéticas refere-se a uma apresentação artística em forma de jogo de cartas, criado pelo Grupo Voz e Poesia. É um show interativo no formato de consultas poéticas e musicais, apresentado há 20 anos. É um trabalho de acolhimento emocional num formato lúdico, onde os participantes fazem, silenciosamente, uma pergunta sobre qualquer tipo de questão. A resposta é interpretada e apresentada em forma de poesia e música. O repertório propicia um momento de emoção, reflexão e de valorização a vida.

A peça é apresentada pelo ator Luciano Luppi, o músico, cantor e arranjador Evaldo Nogueira, e a cantora e atriz Ivana Andrés. Luppi conta que o espetáculo chegou particularmente em Minas e São Paulo, na maior parte das vezes, em eventos corporativos e em instituições.

Qual mensagem que a peça teatral deixa? “Que é preciso sonhar, mas com a condição de crer em nossos sonhos, de examinar com atenção a vida real, de confrontar os nossos sonhos com a realidade para realizar, escrupulosamente, o nosso ideal”, responde Luciano Luppi.

Durante a entrevista Luppi fez questão de falar sobre o Mudante. Disse que o projeto segue uma diretriz coerente com a linha mestra do elenco Voz e Poesia: “por meio da arte, trazer esperança e ajudar as pessoas a refletir sobre a essência da vida”, acrescenta.

Sobre Luciano Luppi

Ator, diretor, poeta, artista plástico, fotógrafo, cantor, dublador e professor. São mesmo muitas denominações profissionais. Luppi começou aos 14 anos na vida artística, poucos anos depois de se mudar para Belo Horizonte. Sua família era de Alfenas, no Sul de Minas, e seu primeiro contato com a arte foi por meio do avô, um imigrante italiano que era escultor.

Conciliar trabalho e paixão é para Luppi mexer com a emoção. “Sinto-me um mensageiro, pois tenho que interpretar a poesia, falar com o coração e agir com o sentimento. A sensação que tenho no palco é que esta é a minha missão”.

No cinema, ele fez “Vida de Menina” (direção Helena Solberg e David Meyer), longa gravado em Diamantina e vencedor de seis prêmios no Festival de Gramado em 2003.

Além disso, fez participações em novelas (“A Viagem”, “Irmãos Coragem”, “Alma Gêmea” e “Da Cor do Pecado”) e minisséries (“Mad Maria”, além de “JK”), todas da Globo.

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